sábado, 2 de abril de 2016

Novidades: biblioteca do Guetu

A seção Biblioteca foi atualizado com os resultados dos últimos trabalhos publicados e apresentados por colabores, colaboradoras do Grupo de Estudos e Pesquisas em Etnografias Urbanas.

Dissertações e Teses
Engenharia Erótica, Arquitetura dos Prazeres: cartografias da pegação em João Pessoa, Paraíba (Thiago de Lima Oliveira) Dissertação de mestrado em Antropologia

Sou Salobra:  travestilidade, lazer e sociabilidade no Litoral Norte da Paraíba (Verônica Guerra - dissertação de mestrado em Antropologia)

Monografias
Homens Trans: percepções de si, trânsitos e vivências (Bianca Rodrigues) -Monografia de conclusão de curso de Ciências Sociais (2015)


Livros e Capítulos de Livros
Memória e Cinema: O Super 8 e Jean Rouch na Paraíba (in: Antropologia e Novos Campos de atuação: debates e tensões)

Sociabilidades e Resistências: etnografando b-boys em João Pessoa (Marco Aurélio Paz Tella - in: Antropologia em Novos Campos de Atuação: debates e tensões

Artigos

Moção de Apoio ao Antropólogo Tedson Souza (UFBA)

Nós, professorxs, alunxs e pesquisadorxs vinculadxs ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Etnografias Urbanas da Universidade Federal da Paraíba e da Universidade Federal de Campina Grande (Guetu – UFPB/UFCG) viemos através deste expor nosso apoio e solidariedade ao antropólogo Tedson da Silva Souza, doutorando em Antropologia Social pela Universidade Federal da Bahia. Na última segunda-feira, dia 26 de março de 2016, o pesquisador foi vítima de comentários vexatórios e de conteúdo discriminatório por parte do vlogger Izzy Nobre em virtude de sua dissertação de mestrado, defendida em 2012 sobre experiências de encontros homoeróticos masculinos em banheiros públicos da estação da Lapa, na cidade de Salvador.  A dissertação de Tedson foi, a partir de seu tom particular e experiencial, característica comum a muitas investigações no âmbito das ciências sociais, em especial a Antropologia, reduzida a um comentário de “118 páginas de contos eróticos”, ignorando as contribuições oferecidas pelo pesquisador no debate contemporâneo sobre marcadores sociais da diferença, disputas no território urbano, ressignificações nos usos dos espaços, saúde, sociabilidades, entre outras questões e problemáticas que podem ser retiradas do trabalho.

Reiteramos ainda o histórico de situações e comentários desse tipo a partir de comunidades e grupos nos veículos da mídia e em redes sociais que nos últimos anos vem tentando deslegitimar os esforços intelectuais e acadêmicos de pesquisadoras e pesquisadores que têm se dedicado à reflexão sobre contextos, conjunturas, práticas e sentidos atribuídos por grupos subalternizados às suas existências, desejos e experiências afetivas e sexuais. Vítimas desses ataques foram, além de Tedson, a pesquisadora Mariana Gomes e Victor Hugo Barreto, ambos da Universidade Federal Fluminense em seus trabalhos de mestrado sobre Valesca Popozuda e as representações femininas do universo do funk e sobre prostituição masculina, respectivamente.

 Acreditamos que em sua especificidade as reflexões sobre erotismos, sexualidades diversas, normatividades e subjetividades constituem temas legítimos de reflexão antropológica, sociológica, histórica, literária ou de qualquer outra natureza. O compromisso dos cientistas é construído na comunidade e na relação com a sociedade a partir dos rigores metodológicos e teóricos a que qualquer problemática é discutida e avaliada, não de noções preconcebidas sobre a maior ou menor relevância de um tema para uma coletividade. O estudo de e em grupos, comunidades e coletividades subalternizados, vítimas de opressões e estigmatizações constitui um esforço histórico das ciências sociais e humanas na reflexão sobre a realidade social e não deve, em hipótese alguma, ser pensado como desmerecedor de investimentos tanto teóricos e acadêmicos quanto financeiros por parte das instituições de apoio ao desenvolvimento técnico-científico, a exemplo da Capes, CNPq e fundações de amparo à pesquisa.

João Pessoa, 01 de abril de 2016.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Conferência: Fronteiras, Migrações e Cosmopolitismo, com Michel Agier

Na próxima quarta-feira, 25 de novembro, será realizado na sala de multimídia do CCHLA da UFPB a conferência "Fronteiras, Migrações e Cosmopolitismo", proferida pelo professor Michel Agier da École des Hautes Études en Scieles Sociales e do CNRS de Paris, França. Na ocasião serão também lançadas as duas traduções de obras do professor: "Encontros Etnográficos: interação, contexto e comparação" (Ed.UFAL, 2015) e "Migrações, Descentramentos e Cosmopolitismo: uma antropologia das fronteiras (EdUfal, 2015).


Michel Agier é antropólogo e etnólogo, pesquisador vinculado ao Centre national de la recherche scientifique (CNRS, França) e à École de Hautes Études en Scieces Sociales, onde também é membro do Centre d'Études africaines. Suas pesquisas concentram-se principalmente em cidades africanas e sulamericanas marcadas pela precariedade, onde se notabilizou pelos trabalhos sobre dinâmicas de mudanças sociais a partir de questões voltada às sociabilidades em bairros marginalizados, até pesquisas mais recentes em campos de refugiado e contextos fronteiriços.


Atualmente, além de diversos artigos publicados em revistas nacionais, Agier tem publicado em português o livro "Antropologia da Cidade: Lugares, Situações e Movimento", lançado em 2011, pela editora  Terceiro Nome. Para conhecer um pouco mais do trabalho do autor, clique aqui para ler uma entrevistas concedida à Revista de Antropologia da USP.


A atividade é uma promoção do Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFPB, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes e da Universidade Federal do Alagoas, contando também com apoio da Aliança Francesa. 






Conferência: Migrações, Fronteiras e Cosmopolitismo
Onde: Sala de Multimídia, CCHLA - UFPB (Campus I)
Quando: 25/11
Horário: 14h30
O evento é aberto a todxs xs interessadxs e a entrada é gratuita



terça-feira, 4 de novembro de 2014

Encontro Temático: Juventudes e Marcadores Sociais da Diferença

Na próxima quinta-feira, 06 de novembro, o Guetu dará continuidade aos encontros temáticos do grupo de estudos com uma sessão destinada a discutir questões relacionadas aos marcadores sociais da juventude, com especial atenção para o aspecto geracional. A reunião é aberta a todas e todos que desejarem participar e contribuir com a discussão e ocorrerá às 14hrs na sala 425 do Bloco A do CCHLA, no campus I da UFPB, em João Pessoa.

Na ocasião dois textos servirão de mote para o debate: "Funkeiros, timbaleiros e padodeiros: Notas sobre juventude e música negra na cidade de Salvador", de Ari Lima, e "Os Circuitos dos Jovens", de José Guilherme Cantor Magnani. Para acessar os textos e fazer o download basta clicar nos títulos. 



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Atividades do Guetu em 2014

O primeiro semestre de 2014 foi um período de intensa atividade no grupo de Estudos e Pesquisas em Etnografias Urbanas da UFPB. Visando o fortalecimento das atividades dos pesquisadores vinculados bem como das linhas de pesquisa que integram o grupo, nesse momento foram realizados seminários temáticos quinzenais com os objetivos de apresentar e debater os projetos em desenvolvimento. Entre os meses de março e julho de 2014, com a participação dos pesquisadores, estudantes e convidados foram discutidos temas como sexualidades, gênero e vida nas cidades contemporâneas; mobilidade urbana e uso de drogas; a proximidade com o campo em pesquisas em contextos urbanos, juventudes e mídias, além de transgressão e intervenções urbanas.

A participação de convidados e colaboradores além da realização de outras iniciativas em parcerias com outras instituições, programas de pós-graduação e grupos de pesquisa também foram uma tônica das atividades nesse primeiro momento onde pesquisadores puderam debater e partilhar experiências nos campo das intervenções urbanas e arte pública, imagem e vídeo etnográfico, sexualidades e práticas ilícitas. 

Dando continuidade às atividades a partir de outubro o Guetu dá início à segunda fase do projeto Encontros Temáticos que têm como objetivo oportunizar um espaço crítico para revisão dos elementos clássicos e contemporâneos dos estudos urbanos a partir de temáticas vinculadas às linhas de pesquisa. Nas sessões dos Encontros Temáticos busca-se o aprofundamento das bases teóricas e metodológicas das pesquisas em andamento através da leitura e debate de textos de referência para os temas em questão. Os encontros do Guetu são realizados na sala do NEABI, no CCHLA do campus I da UFPB, em João Pessoa, sempre às quintas-feira e às 14hrs. Todxs xs interessadxs são bem vindos.  Um calendário detalhado das atividades pode ser encontrado abaixo:

09 de Outubro – Encontro Temático "Sexualidades e Sociabilidades na cidade"
Néstor Perlongher – O Negócio do Michê. São Paulo: Perseu Abramo, 2008 [1987]
HEILBORN, Maria Luiza. “Corpos na Cidade: sedução e sexualidade”. In. VELHO, Gilberto. 
Antropologia Urbana: cultura e sociedade no Brasil e em Portugal. Rio de Janeiro, Zahar, 1999.
Duarte, Luiz Fernando Dias (1988) “Pouca vergonha, muita vergonha: sexo e moralidade 
entre as classes trabalhadoras urbanas”, em: Lopes, José Sérgio (org.) Cultura e identidade 
operária, Rio: UFRJ/Marco Zero, pp.203-226
Thales de Azevedo (1988) A praia: espaço de sociabilidade, Centro de Estudos Baianos, 
UFBa4. 
Silva, Luiz Antonio Machado da (1978) “O significado do botequim”, in: Hogan, Daniel 
e.a. Cidade: usos e abusos, São Paulo: Brasiliense, pp.79-1145.

23 de outubro – Encontro Temático "Juventudes e Marcadores Socias da Diferença na cidade"
- Bourdieu – A juventude é apenas uma palavra;
- Frúgoli, Heitor 1995. “Espaços da cidade e atores sociais das ruas”. In: Frúgoli, H. São Paulo. 
Espaços públicos e interação social. S.Paulo: Marco Zero, 37-72.
-Alba Zaluar-  A máquina e a revolta, São Paulo: Brasiliense, pp.64-86 e 132-1727. 

06 de novembro - Encontro Temático "Mídia, Manifestações e violência"

Mônica Souza. “A cidade como palco da comunicação” In. Olhares Urbanos: estudos sobre 
a metrópole comunicacional.
- Cidades Rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil
- Cidades em Tiras: a metrópole brasileira através das histórias em quadrinhos (ilustrativo)



domingo, 24 de novembro de 2013

Cinedebate Guetu - Dezembro "Juízo"

O cinedebate do mês de dezembro de 2013 será realizado no campus IV da UFPB, na cidade de Rio Tinto. Na ocasião será exibido o filme "Juízo", e logo em seguida serão debatidos questões relacionadas à maioridade penal, medidas socioeducativas, juventudes, criminalidade e ilegalidade, bem como as questões teóricas e metodológicas para se pensar tais problemas a partir de uma perspectiva socio-antropológica. O debate será mediado pela professora Luciana Ribeiro, pesquisadora integrante do Guetu e bolsista de Pós-doutorado do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFPB.

Como sempre, o filme será exibido na sala do Arandu a partir das 15h30, no dia 04 de dezembro. A entrada é gratuita. 


Gt Etnografias Urbanas na III Semana de Antropologia da UFPB

Entre os dias 20 e 22 de Novembro foi realizado no campus I da Universidade Federal da Paraíba a III Semana de Antropologia, uma realização do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e da coordenação do curso de bacharelado em Antropologia da UFPB. Durante a semana foi realizado, entre outras atividades, um grupo de trabalho em Etnografias Urbanas coordenadas por professores do vinculados ao Guetu. Nos três dias de bates foram apresentadas e discutidas diversas temáticas relacionadas às formas de produção, uso e apropriação da cidade e dos seus territórios em relação com diversos marcadores sociais, desde as questões étnico-raciais passando pelo gênero, sexualidade, classe, até as questões envolvendo migração, trabalho, família e parentesco.

Além da participação dos membros do Guetu, o GT também contou com as contribuições de pesquisadores em diversos níveis de formação e de diferentes instituições nacionais e estrangeiras. Além dos apresentadores, contribuíram com a programação os professores Alexandre Barbosa, da UNIFESP e Vanderlan Silva, da UFCG que atuaram como debatedores dos trabalhos apresentados. Os anais do evento já foram divulgados e os trabalhos apresentados no GT de Etnografias urbanas podem ser acessados clicando AQUI.